
trancafiado
dentro de um corpo
pensante.
tão só aqui dentro
em uma densa solidão
fria e escura
sem resquícios de sentimentos.
apenas um coração
oco batendo.
Um corpo móvel
sem vida.
apenas a vida monótona
do dia a dia.
o vento gelado
entrando nesta carcaça
velha e podre
a espera de um
calor humano.
para dar vida
a vida.
Guilherme Perottoni